Juros de empréstimo: oferecer uma garantia ajuda a diminuí-los

 No Empréstimo com garantia

Os juros de um empréstimo estão entre os principais fatores que a maioria das pessoas examina antes de oficializar a operação. Oferecer uma garantia os reduz automaticamente.

Em julho do ano passado, o Banco Central divulgou uma boa notícia para quem considerava recorrer ao crédito: as taxas de juros médias dos empréstimos haviam caído. De acordo com a instituição, o valor diminuiu 1,2% entre maio e junho de 2017.

Na prática, isto significa crédito mais barato para o consumidor, o que facilita a vida de quem pretende fazer um financiamento. Mas, você sabe quais são os fatores que compõem as taxas de juros de um empréstimo – e, ainda mais importante, como reduzi-los? Confira neste post!

O que são os juros em um empréstimo?

Quando você compra uma mercadoria em um comércio, paga um valor com uma série de despesas embutidas. Preço de custo do item, manutenção do estabelecimento (salários, aluguel, etc) e o lucro do lojista estão incluídos.

Quando você toma um empréstimo, é a mesma coisa. A única coisa que muda é o nome: o custo do dinheiro recebe o nome de  juros. Depois de tomar um empréstimo, você não apenas ressarce o valor tomado, como, também, paga os custos que a instituição teve para te conceder o crédito (estrutura da agência, salários dos funcionários, etc) e cobre o lucro que ela tem com a operação.

Parece simples, não é? Acontece que, como veremos a seguir, os bancos e as financeiras fazem um cálculo bastante complexo, levando vários fatores em consideração, para definir a taxa de juros de um empréstimo.

juros de emprestimo

O que as financeiras levam em conta ao definir a taxa de juros de um empréstimo?

Do mesmo modo que um lojista leva vários fatores em conta para determinar o preço do seu produto, os bancos não calculam os juros com base em um só parâmetro. Eles levam em conta:

  • Taxa Selic: você provavelmente já ouviu falar da taxa Selic. Mas, você sabe como ela influencia a taxa de juros do seu empréstimo? Ela é o limite mínimo que os bancos podem cobrar. Atualmente, ela está em apenas 6,75% ao ano, uma baixa histórica. É algo que tende a puxar o custo do crédito para baixo.
  • Custo de captação: o custo de captação é o que descrevemos acima – a cobertura dos custos que o banco tem com o empréstimo, remunerando correntistas, funcionários, investidores, etc.
  • Risco de inadimplência: todo estabelecimento comercial tem um risco inerente à sua atividade. No caso dos bancos e financeiras, cujo negócio é vender dinheiro, o risco é que o cliente não pague o valor de volta. Quando isto acontece, é como se um lojista vendesse fiado, mas o cliente não pagasse. Assim, quanto maior o risco de que o banco não receba, maior a taxa de juros.

À primeira vista, o fato de o risco de inadimplência ser levado em consideração no cálculo da taxa de juros de um empréstimo parece ruim. Entretanto, como veremos a seguir, isto significa que há uma forma bem simples de reduzir o custo do dinheiro.

Como conseguir um empréstimo com uma taxa de juros menor?

Taxa Selic baixa, custo de captação baixo e risco de inadimplência baixo. Esta é a fórmula perfeita para o crédito barato.

Acontece que você não pode fazer nada para controlar a taxa Selic, que é fixada pelo Banco Central. A única coisa que está a seu alcance é aproveitar épocas de baixa para fazer empréstimos e financiamentos, como a atual.

Você tampouco tem influência sobre o custo de captação de um banco. Contudo, instituições maiores e mais tradicionais costumam ter operações mais eficientes, com custos mais baixos.

A única coisa que realmente está em seu poder para reduzir os juros de um empréstimo é mostrando ao banco que as chances de ele não receber o valor correspondente à operação é nulo. Ter renda fixa, um emprego estável e um histórico de bom pagador ajuda bastante. Contudo, há outra maneira de fazer isto: optar por um empréstimo com garantia.

Como funciona o empréstimo com garantia?

Quando você oferece um bem – como um imóvel – como garantia em um empréstimo, as chances de calote para o banco são zero. Isto porque, caso você fique inadimplente, a empresa pode reclamar a garantia, que passa para o nome dela.

A grande vantagem é que você continua sendo proprietário do bem. Se for um imóvel, você pode continuar morando nele, alugá-lo, ou, até mesmo, vendê-lo – por mais que o processo seja um pouco diferente. Ele só passa para o nome do banco se você deixar de honrar os pagamentos.

Mas o objetivo do banco não é tomar meu bem?

Há quem tenha receio de oferecer um bem como garantia no empréstimo por pensar que o banco fará de tudo para “roubar” o bem. Acontece que é justamente o contrário!

Afinal, a partir do momento que uma instituição reclama a garantia, ela passa a ser integralmente responsável pelo bem, com todo o ônus financeiro que isto traz. Se for um imóvel, contas, condomínio e impostos ficam por conta dela. Pode ter certeza de que o banco fará de tudo para que isto não aconteça!

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